1ºColegial – Historia Volume 3

GABARITO

Caderno do Aluno

História – 1a série – Volume 3

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

A CIVILIZAÇÃO ROMANA E AS MIGRAÇÕES BÁRBARAS

Páginas 3 - 7

1. Os três termos compreendidos nessa reflexão elaborada pelos alunos deverão

considerar o conteúdo já trabalhado por você em sala de aula. É importante observar,

ao se tratar do tema império e imperialismo, que, além de uma forma de governo

monárquica, que envolve numerosos territórios e povos, e a caracterização de sua

prática, contemporaneamente os conceitos passaram a ter uma nova significação,

ligada à ideia de poder econômico e sua exploração. Um fato é comumente

negligenciado a esse respeito – o domínio militar e econômico não implica

subjugação da cultura e ausência de resistências, como se uma cultura ativa

submetesse outra, a passiva, dominada. Em relação às migrações bárbaras, às quais

historicamente se atribuiu a queda do Império Romano, você pode criticar a

tradicional ideia de que a história da humanidade se desenvolveu em etapas

sucessivas de ascensão e queda, progresso e decadência dos impérios. Esta

abordagem é mais uma oportunidade para oferecer aos alunos uma reflexão em torno

da história como um processo dinâmico – um conhecimento em que começo, fim,

ascensão e queda devem ser sempre problematizados.

2. O termo imperialismo tem sido comumente utilizado para se referir às experiências

expansionistas gregas e romanas, contudo é necessário observar alguns cuidados

quando da sua utilização. O imperialismo moderno é muito caracterizado por

aspectos político-militares fundado em bases de caráter econômico. Mas, ainda que

tais aspectos também constituam o “imperialismo antigo”, eles não o definem.

Práticas como o colonialismo, a busca de mercados, de matérias-primas etc. não

podem ser diretamente associadas à experiência de gregos e romanos, mas podem ser

vistas nas usanças/nas tradições políticas de países como Portugal, Inglaterra e

França.

3. Essas grandes generalizações mascaram a diversidade e a complexidade das

experiências dos gregos e dos romanos. Um escravo ou um cidadão romano na

Bretanha, por exemplo, vive num mundo completamente diferente de um escravo ou

de um cidadão na cidade de Roma. E tanto nesta quanto naquela as diferenças dentro

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de cada um dos grupos (de escravos e de cidadãos) podem ser muito grandes: os que

vivem no campo e os que vivem na cidade, os que têm recursos financeiros e os que

são privados deles, os instruídos e os não instruídos etc. As generalizações ocultam a

diversidade das experiências históricas.

4. Estimule os alunos a observar o mapa apresentado nesta questão e aponte que existe

uma diretriz que deve dirigir a observação solicitada. A primeira leitura propiciada

pela observação do mapa diz respeito à grande extensão do Império Romano, o que

representa o seu poder. Oriente-os a comparar o mapa apresentado no Caderno do

Aluno com um mapa político atual, podendo assim fazer a correlação pedida. São

muitos os territórios que pertenceram ao Império Romano no seu ápice: Austria,

Alemanha, República Theca, Países Baixos, parte da Polônia, França, Itália.

5. Depois de ouvir as respostas dos alunos acerca das questões propostas, complemente

se necessário, considerando alguns aspectos referenciais: as motivações do

expansionismo romano ligavam-se a interesses comerciais e de controle político e

militar dos povos conquistados e as conquistas romanas só foram possíveis em

virtude da constituição de um grande exército (em muitos casos, formados por

componentes dos próprios povos derrotados) e do domínio de estratégias de guerra.

As conquistas romanas exerciam um importante papel na vida dos próprios romanos

e muitos deles acreditavam que, com elas, estendiam os domínios do império e

levavam a civilização para outros povos, vistos como não civilizados. Os povos

conquistados militarmente tinham os mais diferentes destinos, como anteriormente

visto, mas é importante que se ressalte a ideia do papel da civilização romana na

construção da imagem daquele que estava sendo civilizado, o bárbaro, a antítese dos

romanos. É importante que se leve em conta, também, que, se a cultura dos

“bárbaros” se transformava com a presença dos romanos, esta também se

transformava com a presença dos “bárbaros” e, ao mesmo tempo, instituições

romanas e bárbaras se mantiveram com poucas transformações.

6. Nas respostas a esta questão, é importante que os alunos compreendam que, quando

ouvimos dizer “fim do mundo romano” ou “queda do Império Romano”, devemos,

inicialmente, problematizar essa ideia. Considerando que os motivos desse “fim” ou

dessa

/fundamental/determinante que nas respostas os alunos contextualizem essas

migrações, suas origens, motivações e desenvolvimento.

“queda”

são

frequentemente

atribuídos

às

migrações

bárbaras,

é

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7. "Bárbaro”, no mundo romano, referia-se, em princípio, a todo aquele que não era

romano; logo, a todos os povos de culturas diferentes que, para os romanos, eram

entendidas comumente como inferiores à sua.

8. É desejável que em suas respostas os alunos tenham em vista que, no final do século

IV, Roma controlava um império de proporções colossais e mantinha um exército de

centenas de milhares de soldados, realidade que, em menos de 80 anos, foi

completamente modificada no Ocidente. As guerras civis e a incapacidade de manter

um exército gigantesco (que contava, até mesmo, com homens dos povos vencidos) e

de gerir um império de igual tamanho (com suas dificuldades políticas, econômicas

etc.) são associadas às invasões bárbaras do final do século IV, e a elas se atribui o

fim ou a queda do Império Romano do Ocidente, que, no final do século seguinte, já

não mais existe. A ideia de invasão explicita uma conotação pejorativa, que associa o

“fim” do Império Romano à “decadência moral”, à “mistura de raças” etc., e não

considera que um grande conjunto de transformações se desenvolvia em Roma,

desde o século III. Tais transformações na política, nas guerras, nas artes, nas leis

não constituíram uma ruptura repentina que atingiu todos os setores da vida do

império a um só tempo, e por isso não é pertinente falar em “fim”, “queda” ou

“declínio” do mundo antigo. A expressão “migrações bárbaras” é mais adequada,

visto que por ela se associa ao deslocamento de povos não romanos em busca de

terras férteis, de novas regiões de povoamento, e sua fuga de povos com os quais

estavam em conflito etc.

9. Ao responder a essa questão é preciso que os alunos abordem de modo

problematizado o próprio conceito de “bárbaro” já trabalhado em sala de aula,

destacando que os bárbaros eram povos que viviam em sociedades estruturadas, com

códigos, sistema de organização política, econômica e militar etc. O caráter

pejorativo do termo, já conhecido na Antiguidade, é reforçado no século XIX,

sobretudo por meio de valores eurocêntricos e etnocêntricos que se projetavam em

Roma para fundamentar o novo imperialismo sobre a Ásia e África

10. Nesta questão, o que se deve levar em conta são os conhecimentos dos alunos antes

dos estudos desta Situação de Aprendizagem. Imagina-se que, frequentemente, a

ideia comum de Roma se ligue à cidade e ao império, mas as generalizações que

esses termos carregam desconsideram as especificidades de um número grande de

experiências, como já estudado nesta mesma Situação de Aprendizagem. Esse ponto

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de vista, presume-se, talvez não tivesse sido objeto de problematização pelos alunos,

o que muda com os conhecimentos que eles adquiriram.

Página 7

Em sua resposta, o aluno deve atentar para o fato de que, ainda que um povo domine

militarmente outro, como os romanos no caso de muitos povos conquistados, a sua

dominação não é absolutamente extensiva às práticas culturais. Há a resistência do outro

à cultura do dominador, mas também a relação mútua/inter-relação da cultura daqueles

que conquistaram com a daqueles que foram conquistados. O conceito de romanização

desconsidera que os povos vencidos não poderiam ter sido totalmente aculturados, pois

uma cultura jamais se impõe totalmente sobre a outra, a ponto de a eliminar.

Páginas 7 - 9

1. Durante seu movimento de expansão, Roma conquistou e subjugou militarmente

diferentes povos, interferindo diretamente em sua política e economia, prática que

ficou conhecida como “imperialista”. Ao jugo militar foi associado o jugo cultural,

segundo o qual os romanos teriam civilizado os povos bárbaros – entendidos como

sem cultura –, por meio da romanização. Essa concepção desconsidera as interações

culturais e a resistência das culturas dos povos sob o domínio de Roma.

2. A queda ou o fim do Império Romano são entendidos como o término da civilização

romana, associados, principalmente, às migrações bárbaras, vistas comumente como

“invasões”. Essa concepção não pressupõe que, em História, as transformações são

processuais e associa as transformações, sempre percebidas como negativas, à

presença do outro, o bárbaro, em contato com os romanos, estabelecendo uma

hierarquização entre estes e os demais povos subjugados militarmente.

3. Alternativa b.

4. Alternativa b.

5. Alternativa d.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

IMPÉRIO BIZANTINO E MUNDO ÁRABE

Página 10

Estimule seus alunos a realizar a interpretação do excerto à luz das discussões

realizadas em sala de aula. É importante que eles apontem que os herdeiros da

civilização grega, muitas vezes, reivindicam ser a sua cultura o berço da civilização

ocidental, sem considerar que a cultura grega foi fortemente influenciada pela cultura

oriental.

Páginas 11 - 14

Nas questões 1, 2 , 3 e 4, professor, consulte as páginas 17 e 18 do Caderno do

Professor para auxiliar os alunos na descrição das imagens.

5. Os motivos dessa permanência estão relacionados, sobretudo, à esfera estrutural, já

que Bizâncio tinha sido uma antiga colônia grega e, como nova capital do império,

passou a representar uma espécie de conjunção de valores greco-romanos e orientais.

Como nova capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla agregava um

conjunto de fatores cujas características eram as de uma grande metrópole: interação

de povos provenientes de diferentes lugares e centro mercantil (principalmente em

virtude de sua localização) e religioso do império.

6. Em sua análise, com base nos conteúdos ministrados, é preciso que o aluno

demonstre a compreensão de que a extensão do Império Bizantino se deve,

sobretudo, a aspectos ligados à expansão mercantil.

7. Ao tratar do tema Constantinopla, comumente é assinalada a sua importância como

capital do império, valorizando-se, especialmente, os marcos cronológicos, como seu

início e seu fim. A sua proximidade das rotas comerciais do Mar Negro, da Europa e

da Ásia é entendida como principal força motriz de desenvolvimento, fato

determinante do crescimento de Constantinopla como centro mercantil e religioso do

império.

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Páginas 14 - 16

• As pesquisas devem abordar aspectos do Cisma do Oriente, em 1054, que marcou a

divisão da Igreja Católica em Igreja Ortodoxa e Igreja Católica Apostólica Romana.

Exercício

Páginas 15 - 16

a) A Península Arábica era muito fragmentada e caracterizava-se pela presença de

vários povos nômades, cuja vida era pautada pela necessidade de sobrevivência no

deserto. Questões ligadas à localização geográfica e às dificuldades da vida no

deserto estão na base das explicações para o fato de o mundo árabe não ter sido

anexado pelos impérios antigos. O mundo árabe não chegou a ter, até o século VII,

nenhuma unificação de caráter político (período conhecido como pré-islâmico – de

influências beduínas, persas, bizantinas), o que virá com o islamismo.

b) Morto, o profeta Mohammad é substituído como líder da comunidade política por

uma linhagem de califas, que levam a termo a expansão do mundo árabe e, como

desdobramento, da fé islâmica. Os governantes, em geral, eram de Meca e Medina e

suas estratégias de conquista marcavam-se pela capacidade de enfrentar, em

melhores condições, as adversidades do deserto, visto que as bases militares e

administrativas dos territórios conquistados estavam aí instaladas. As conquistas de

diferentes áreas do Oriente e do Ocidente – Egito, Palestina, Norte da África,

Península Ibérica, regiões da atual Itália –, motivadas por pressões demográficas e a

consequente necessidade de novas terras, foram também acompanhadas pela da

expansão do islamismo.

Página 17

1. Solicite, nesta pesquisa, uma breve definição de Islamismo e peça aos alunos que

busquem caracterizar o seu surgimento, abrangendo aspectos como figura central,

princípios básicos definidores, nascimento e desenvolvimento.

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2. Oriente os alunos na realização de um levantamento biográfico do imperador

Justiniano e do seu contexto histórico.

Páginas 18 - 19

1. Nessa questão, os alunos deverão apontar a divisão da Igreja Católica em 1054 e as

implicações dessa ruptura.

2. Estimule os alunos a relatar as características do islamismo que podem ser

observadas em nosso cotidiano, como os templos e as escolas. Destaque também as

notícias que, por intermédio dos meios de comunicação, passam a integrar nosso

cotidiano.

Páginas 19 - 20

1. Após um período de perseguições, sob o governo de Constantino (306-337), o

cristianismo conquistou a liberdade de culto e foi, posteriormente, proclamado como

religião oficial do império. A construção da Igreja de Santa Sofia por Justiniano

evidencia, pela sua magnitude, a forte presença do cristianismo na cultura. Data

dessa época, também, a concentração de poderes sobre o Estado e a Igreja nas mãos

do imperador, que articulava as esferas secular e espiritual. Esse período é marcado,

ainda, pelo protecionismo da Igreja de Roma (entendida como um meio de

unificação dos cristãos) e por perseguições a não católicos.

2. O “Cisma do Oriente” consistiu na divisão da Igreja Católica em duas partes: a Igreja

Ortodoxa e a Igreja Católica Apostólica Romana,em 1054.

3. Alternativa a.

4. Alternativa d.

5. Alternativa a.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

OS FRANCOS E O IMPÉRIO DE CARLOS MAGNO

Página 22

• Oriente os alunos a buscar informações em diferentes fontes, como o livro didático,

o acervo escolar, a internet, a biblioteca da escola, por causa da necessidade de

confrontar os dados obtidos para, em seguida, eles poderem elaborar as suas próprias

respostas. No caso desta pesquisa, em que cada grupo ficará responsável por um

tema, depois de responder às perguntas propostas haverá uma posterior socialização.

Exercícios

Páginas 22 - 24

1. O batismo de Clóvis é entendido como um momento fundacional na História da

França, em particular, e da Europa, em geral. Na história francesa, por simbolizar a

adesão do império ao cristianismo e, na europeia, pela difusão do culto cristão que se

seguiu e foi estendido por todo o continente. Com o expansionismo empreendido por

Clóvis, grande parte da Gália foi conquistada (com povos de diferentes tribos

germanas), sempre com o apoio da Igreja Católica Romana. É importante observar

que uma religião adotada tanto pelos conquistadores quanto pelos outros povos

servia aos interesses dos primeiros.

2. O expansionismo militar e a conquista de regiões como a Saxônia, a Lombardia, a

Baviera, entre outras, marcou o Império Carolíngio. O controle de diferentes

territórios por Carlos Magno garantiu a expansão das fronteiras do império, cuja

manutenção se tornou viável pela forma de administração das terras conquistadas por

meio de doações à nobreza e ao clero. Esse expansionismo se fez acompanhar de

uma maior difusão do cristianismo e da conversão de povos conquistados

militarmente, fato possível pela aliança de Carlos Magno com a Igreja.

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GABARITO

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3. A organização política do Império de Carlos Magno no que se refere à propriedade

de terras consistia na divisão dos territórios conquistados em condados ( terra do

interior) e marcas( terras de fronteiras) – com representantes do imperador – como

forma de exercer controle.

beneficium. Ainda do ponto de vista de organização do império, Carlos Magno

procedeu ao estabelecimento de um conjunto de leis, cujo objetivo era unificar as

legislações consuetudinárias (baseadas nos costumes) locais. Estas leis eram

denominadas capitulares.

A terra cedida pelo imperador recebia o nome de

Página 24

Esse enfraquecimento ocorreu, sobretudo, em virtude das guerras e das frequentes

perdas de terras reais para a aristocracia – terras que eram concedidas em troca de apoio.

Observe que era prática comum entre os francos a divisão das terras conquistadas entre

seus aliados.

Páginas 24 - 26

1. A conversão de Clóvis ao cristianismo e sua extensão aos povos francos foi

importante porque, com isso, o imperador passou a contar com o apoio da Igreja

Católica, que também acabou beneficiada, por conta do aumento do número de fiéis.

2. O termo “capitulares” é a denominação dada ao conjunto de leis elaborado por

Carlos Magno para todo o império e beneficium é como ficou conhecida uma prática

comum da administração real, que consistia em doar terras para aqueles que

prestassem serviços e fossem fiéis ao rei.

3. Alternativa c.

4. Alternativa c.

5. Alternativa d.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

SOCIEDADE FEUDAL – CARACTERÍSTICAS SOCIAIS,
ECONÔMICAS, POLÍTICAS E CULTURAIS

Páginas 26 - 29

1. Em resposta a essa questão os alunos comumente relembram a ideia de feudo e, com

base nela, você pode desenvolver algumas considerações. No período medieval a

concepção de feudo está ligada à terra, mas também ao direito do desfruto da mesma.

O feudo, uma unidade de terra geralmente apropriada para a produção agrária, podia

ser concedido por um senhor a um vassalo, o qual, em troca de sua fidelidade,

obtinha proteção. Os senhores feudais – membros do clero e da nobreza – eram os

proprietários dessas unidades de terra e o sistema que dá nome a essa rede de

relações econômicas, sociais, políticas e culturais é conhecido como feudalismo.

2. Solicite aos alunos que observem e comparem bem as imagens entre si. Além dessa

comparação, a descrição das imagens que vai nas legendas se constitui, também, em

uma rica fonte de informação para análise.

3. Na comparação das imagens os alunos irão perceber claramente a representação dos

trabalhadores de todas elas. É de se esperar que, ao descreverem os modos de vida

dos trabalhadores, tomem por base as contraposições, daquele período e

contemporâneas. Diferentes ofícios são representados nas imagens e a sua execução

pode ser facilmente associada às estações do ano, como o preparo da terra e a

colheita.

4. A da imagem e do pensamento do bispo Aldebaron permite uma crítica ao conceito

de tripartição social que teria caracterizado o mundo medieval. A ideia de que a

sociedade era dividida em três grupos – os que rezavam, os que combatiam e os que

trabalhavam – imputa à análise da sociedade feudal uma unicidade homogeneizadora

de comportamentos humanos. Você pode problematizar a temática ao apresentar aos

alunos as seguintes questões: quem combatia não rezava? Uma função excluía

necessariamente a outra? O começo do século XI é marcado por profundas mudanças

sociais e esse modelo de tripartição social é bem representativo dos conflitos e

interesses dos grupos sociais mais abastados desse período, preconizados pelo

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princípio de sociedade estamental, para os quais não era conveniente qualquer

mudança na ordem das coisas.

Páginas 30 - 32

1.

a) Para estabelecer as relações entre as invasões bárbaras e o surgimento do

feudalismo, o aluno poderia basear-se nas informações que lhe são fornecidas pelo

enunciado, que relacionam o surgimento do feudalismo à desordem e à violência da

época, para chegar à explicação daquele processo. Nesse sentido, poderia ser

mencionado, por exemplo, o êxodo urbano e a ruralização da sociedade, a

descentralização e a fragmentação do poder político, o fortalecimento dos laços de

dependência pessoal ou a privatização da defesa militar como traços da sociedade

feudal que se relacionam com as invasões da Alta Idade Média. (Resposta oferecida

pela Unicamp)

b) Esta pergunta requer a percepção do feudalismo como um processo histórico, na

medida em que a questão enfatiza o que foi herdado do Império Romano na

formação do sistema feudal na Europa medieval. São exemplos de instituições do

período romano que contribuíram para a formação do feudalismo as vilas (grandes

propriedades rurais autossuficientes), o colonato (sistema de trabalho que criava uma

relação de dependência entre um trabalhador e um senhor de terras), a Igreja

(responsável pela preservação e transmissão de parte da cultura romana aos novos

reinos germânicos). (Resposta oferecida pela Unicamp).

2. A lógica que organizava a sociedade na Idade Média era estamental , ou seja, o lugar

ocupado por um indivíduo na sociedade era determinado pela sua origem de

nascimento e não era permitida a ascensão social. Na época havia três grandes

grupos: camponeses (servos), nobres e clero. A guerra era a atividade da nobreza,

mas isso se dava concomitante com a devoção à fé cristã; os trabalhadores do campo

mantinham o clero e a nobreza com seu trabalho, mas também eram recrutados como

soldados dos nobres e seguiam fielmente aos preceitos da Igreja católica.

3. Alternativa c.

4. Alternativa d.

5. Alternativa d.

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